quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Riso e a alegria como possibilidade de cura

Mensageiros da Alegria
Fazemos apresentações em creches, asilos, orfanatos e hospitais. Cobramos um valor simbólico pagar o aluguel do escritório da sede do grupo, as fantasias, as maquiagens e a ajuda de custo dos divulgadores.
Apesar de apresentarem-se em outros locais, a principal função do projeto é o trabalho realizado com pacientes nos hospitais, dentre eles o Hospital das Clínicas, esses hospitais são credenciados na agenda do mensageiros que uma vez por semana recebem a visita do grupo por cerca de duas a três horas cada um.
Idosos, adultos e crianças fazem escultura de balões, cantam cantigas de roda e outras músicas, conversam, escutam piadas e boas histórias. “Estas atividades buscam não só trabalhar o psicológico como também levantar a auto-estima dos pacientes”.
Os familiares muitas vezes nos dão telefones dos pacientes para que possamos acompanhá-los após a saída do hospital. Quanto aos médicos eles assistem ou até mesmo participam das nossas apresentações.
O único preconceito que o grupo enfrenta é na hora em que os divulgadores vão para as ruas vender nosso trabalho. Geralmente as pessoas não acreditam que o projeto exista e que precise de ajuda. Os mensageiros não recebem doações, exceto quando fazem campanha para o Pró Sangue. Devido às barreiras, o projeto quase deixou de existir porque não tinha condições financeiras de manter suas apresentações nos hospitais. “Que as pessoas tenham menos preconceito e não julguem nosso trabalho antes de conhecê-lo, pois a sociedade precisa acreditar que existem pessoas querendo passar coisas boas para outras, e para que isto ocorra necessitamos de ajuda.
As crianças visitadas pelos profissionais da alegria tornam-se mais alegres e menos ansiosas. Apresentam maior colaboração com tratamentos e exames, adquirem imagem mais positiva da hospitalização acelerando a recuperação pós-cirúrgica e melhorando a comunicação e comportamento. A equipe médica também obtém benefícios: todos redescobrem a importância de brincar e o ambiente se torna mais leve e menos formal. A relação entre pais, médicos e crianças fica mais humana e afetiva.


Viviane Pereira.

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